É só olhar para o lado que a gente pode reconhecer alguém com os sinais da idade avançada. As características básicas que comprovam o passar do tempo são rugas, cabelo branco, dificuldade no caminhar, lentidão no raciocínio e, às vezes, até alguma enfermidade. São detalhes que pingam num copo que já tá cheio. A velhice começa no dia que a gente nasce e segue a passos lentos, é o começo da avenida da Vida.
O aprendizado, em todas as suas formas, traz a velhice no colo, e marca os percalços desse caminho, até a parada final do percurso. Ah, para chegar lá, é preciso esforço e escolhas. As curvas acentuadas - por vezes chamadas de perigosas – pedem por freios, os morros que cansam a subida necessitam de fôlego, os buracos na pista que desviam o caminho engrandecem o equilíbrio... A viagem não deixa de ser baseada em escolhas e atitudes.
A gente amadurece quando aprende a fazer essas escolhas, mesmo que tardias, até porque novas situações virão e o que foi vivenciado serve para ajudar. Na verdade, a cada ano vivido pode ser comparado com quilômetro percorrido. Como as casas não tem números e o bairro é um só, a gente começa a dar atenção aos carros que estão na mesma estrada, e descobre que a viagem pode ser menos árdua se soubermos escolher quem está ao nosso lado.
No fim do percurso, é possível perceber que o amadurecimento viaja na mesma bagagem que o medo. Sim, o medo de magoar, de ferir ou até mesmo de se perder. É preciso estar atento para não errar a velocidade, nem o caminho. Tanta gente só se preocupa com o fim da linha.... e esquece que o mais importante é a viagem.
Conheço tantos jovens maduros e tantos velhos inconsequentes, mas aí é preciso entender que embora o caminho seja um só, há vias paralelas, onde muitos se perdem, mas também se encontram ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário