quarta-feira, 30 de novembro de 2011

avenida da Vida, s/n.


É só olhar para o lado que a gente pode reconhecer alguém com os sinais da idade avançada. As características básicas que comprovam o passar do tempo são rugas, cabelo branco, dificuldade no caminhar, lentidão no raciocínio e, às vezes, até alguma enfermidade. São detalhes que pingam num copo que já tá cheio. A velhice começa no dia que a gente nasce e segue a passos lentos, é o começo da avenida da Vida.


O aprendizado, em todas as suas formas, traz a velhice no colo, e marca os percalços desse caminho, até a parada final do percurso. Ah, para chegar lá, é preciso esforço e escolhas. As curvas acentuadas - por vezes chamadas de perigosas – pedem por freios, os morros que cansam a subida necessitam de fôlego, os buracos na pista que desviam o caminho engrandecem o equilíbrio... A viagem não deixa de ser baseada em escolhas e atitudes.

A gente amadurece quando aprende a fazer essas escolhas, mesmo que tardias, até porque novas situações virão e o que foi vivenciado serve para ajudar. Na verdade, a cada ano vivido pode ser comparado com quilômetro percorrido. Como as casas não tem números e o bairro é um só, a gente começa a dar atenção aos carros que estão na mesma estrada, e descobre que a viagem pode ser menos árdua se soubermos escolher quem está ao nosso lado.


No fim do percurso, é possível perceber que o amadurecimento viaja na mesma bagagem que o medo. Sim, o medo de magoar, de ferir ou até mesmo de se perder. É preciso estar atento para não errar a velocidade, nem o caminho. Tanta gente só se preocupa com o fim da linha.... e esquece que o mais importante é a viagem.


Conheço tantos jovens maduros e tantos velhos inconsequentes, mas aí é preciso entender que embora o caminho seja um só, há vias paralelas, onde muitos se perdem, mas também se encontram ...

sábado, 19 de novembro de 2011

Por que quando eu aprendo, já é tarde demais?

Sempre fui assim, acho que é tarde demais pra deixar de ser. Ou não.


Quando eu era pequena e lançavam um brinquedo novo no mercado, eu não me interessava logo de cara. Pelo contrário, “namorava” a brincadeira até ganhar o tal brinquedo. Aí, geralmente, ou as crianças já não brincavam mais com aquilo, ou já nem tinha pra vender... Mas, isso não tirava o gosto da brincadeira, nem que fosse particular.


Até hoje, isso acontece. Com roupas, sapatos, bolsas, pessoas, sentimentos... Por exemplo, vejo uma sandália de verão e fico enrolando, enrolando... até a próxima estação. Quando chego na loja, adivinha? Não tem mais, ou não tem meu número, o que acaba dando na mesma. O problema é que na próxima estação, aquele objeto de desejo não vai ser moda e outros objetos virão... à tornar-se alcançados tarde demais.


Já me acostumei com esse (talvez) único lado calmo da minha vida: o de “ter”. Tenho paciência tarde demais, tenho confiança tarde demais, tenho vontades e medos... Tudo tarde demais. Às vezes, quando descubro que em alguma situação eu queria tanto alguma coisa, pode ter certeza que já passou da hora certa.
Assim, vou levando. Até tento ser imediatista, mas rola uma catástrofe interior. Talvez, o meu tempo certo seja meio depois da hora mesmo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tudo novo, de novo...

Depois de muito tempo sem escrever pra alguém ler, sem postar alguma coisa que ultrapassasse 140 caracteres... voltei!



"Entre coisas e pessoas" porque é assim que eu vivo, costurando com sentimentos, óbvio.


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